Mauro A. C. Ferreira
Paleontólogo
e curador adjunto de paleontologia do Museu de Ciências Naturais da PUC Minas
Há
milhares de anos, após a última Era do Gelo, viviam em terras brasileiras
animais bem maiores do que os que conhecemos hoje. Em nossas matas, campos e
cerrados conviviam onças-pintadas, veados, capivaras,
tatus gigantes, tigres dente-de-sabre e variedades de
bichos-preguiça, além de inúmeras outras espécies.
Dentre
as preguiças, uma se destacava pelo tamanho descomunal: quase seis metros da
ponta do focinho até a ponta do rabo. É por esse motivo que os paleontólogos
passaram a chamá-la de preguiça-gigante.
Pelos
numerosos registros fósseis desse animal, os cientistas concluíram que a preguiça-gigante vivia
em grandes bandos e habitava todo o território brasileiro.
Além do
tamanho, o bicho tinha algumas características singulares. Para andar, apoiava
as patas no chão quase que dorsalmente, como fazem hoje as preguiças
arborícolas, quando descem ao solo, e também os tamanduás.