Moysés Castro
Professor
de geografia. Especializado em Didática Universitária
Todos os dias, quando acordamos, construímos
mentalmente um roteiro dos lugares pelos quais teremos de passar para chegar ao
trabalho, ao banco, ao supermercado etc. Mesmo sem saber, estamos elaborando o
chamado mapa mental, espécie de guia das diversas tarefas a serem executadas
durante o dia.
Na cabecinha das crianças também são elaborados
mapas mentais. Elas começam por mapear cada cantinho da casa em que moram. Em
seguida, aprendem a identificar cada cômodo e a esconder brinquedos para que
ninguém vá pegá-los. E, à medida que vão crescendo, começam a conhecer novos
lugares, como a rua onde moram, o caminho para a casa da vovó e o caminho da
escola.
Os pais têm uma tarefa muito importante no
processo de elaboração dos mapas mentais das crianças: incentivar o gosto pela
descoberta, pelo novo.
Enquanto os cartógrafos estudam técnicas e
técnicas para desenvolver mapas cada vez mais modernos e que representam os
diversos lugares do mundo, com seus povos e aspectos naturais (clima, relevo,
vegetação, hidrografia), as crianças vão se divertindo, criando e recriando em
seu mundo imaginário os mais variados mapas mentais.
Mas vejam que curioso: quando se trabalha um
mapa com as crianças na escola, elas têm muitas dificuldades de interpretar os
diversos elementos nele contidos. O que fazer, então? A partir dos
conhecimentos dos alunos, o professor pode trabalhar a parte escrita e a artística,
sugerindo que eles desenhem determinado percurso que conhecem.
O professor pode também levar para a sala de
aula figuras, imagens ou fotografias da cidade e perguntar às crianças o que
elas visualizam. Assim é possível perceber o que conseguem identificar (por
exemplo, uma igreja, uma praça, uma escola, um prédio antigo, uma farmácia
etc.).
Nessa etapa, é interessante que as crianças
tenham conhecimento dos pontos cardeais (Norte, Sul, Leste e Oeste) para
localizar na cidade o centro, a periferia, o litoral, os parques, as paisagens
naturais etc.
Outra atividade é pedir que os alunos tragam
fotografias de lugares em que já estiveram, para ser trabalhada a questão do
espaço natural (paisagens naturais) ou espaço humanizado (espaço modificado
pelo homem).
Usando o livro didático de geografia e também a
criatividade, o professor encontrará várias maneiras de despertar os alunos
para a leitura de mapas e a localização espacial. É importante que as crianças
percebam que o espaço onde vivem é dinâmico e a todo o momento se transforma de
acordo com as necessidades humanas.