Ilustração de Cláudio Martins, do livro "E se o mundo cair?",
Cláudio Martins, Ed. Dimensão.

Os mapas e as crianças

Os mapas e as crianças

 





Editoria Cartografia

Moysés Castro

Professor de geografia. Especializado em Didática Universitária

 

 

Todos os dias, quando acordamos, construímos mentalmente um roteiro dos lugares pelos quais teremos de passar para chegar ao trabalho, ao banco, ao supermercado etc. Mesmo sem saber, estamos elaborando o chamado mapa mental, espécie de guia das diversas tarefas a serem executadas durante o dia.

 

Na cabecinha das crianças também são elaborados mapas mentais. Elas começam por mapear cada cantinho da casa em que moram. Em seguida, aprendem a identificar cada cômodo e a esconder brinquedos para que ninguém vá pegá-los. E, à medida que vão crescendo, começam a conhecer novos lugares, como a rua onde moram, o caminho para a casa da vovó e o caminho da escola.

 

Os pais têm uma tarefa muito importante no processo de elaboração dos mapas mentais das crianças: incentivar o gosto pela descoberta, pelo novo.

 

Enquanto os cartógrafos estudam técnicas e técnicas para desenvolver mapas cada vez mais modernos e que representam os diversos lugares do mundo, com seus povos e aspectos naturais (clima, relevo, vegetação, hidrografia), as crianças vão se divertindo, criando e recriando em seu mundo imaginário os mais variados mapas mentais.

 

Mas vejam que curioso: quando se trabalha um mapa com as crianças na escola, elas têm muitas dificuldades de interpretar os diversos elementos nele contidos. O que fazer, então? A partir dos conhecimentos dos alunos, o professor pode trabalhar a parte escrita e a artística, sugerindo que eles desenhem determinado percurso que conhecem.

 

O professor pode também levar para a sala de aula figuras, imagens ou fotografias da cidade e perguntar às crianças o que elas visualizam. Assim é possível perceber o que conseguem identificar (por exemplo, uma igreja, uma praça, uma escola, um prédio antigo, uma farmácia etc.).

 

Nessa etapa, é interessante que as crianças tenham conhecimento dos pontos cardeais (Norte, Sul, Leste e Oeste) para localizar na cidade o centro, a periferia, o litoral, os parques, as paisagens naturais etc.

 

Outra atividade é pedir que os alunos tragam fotografias de lugares em que já estiveram, para ser trabalhada a questão do espaço natural (paisagens naturais) ou espaço humanizado (espaço modificado pelo homem).

 

Usando o livro didático de geografia e também a criatividade, o professor encontrará várias maneiras de despertar os alunos para a leitura de mapas e a localização espacial. É importante que as crianças percebam que o espaço onde vivem é dinâmico e a todo o momento se transforma de acordo com as necessidades humanas.

“Mapas já eram utilizados pelos homens das cavernas para expressar seus deslocamentos e registrar as informações quanto às possibilidades de caça, problemas de terreno, matas, rios etc

 

“Mapas já eram utilizados pelos homens das cavernas para expressar seus deslocamentos e registrar as informações quanto às possibilidades de caça, problemas de terreno, matas, rios etc.” (MONTEIRO, 2005)

 

“Mapas já eram utilizados pelos homens das cavernas para expressar seus deslocamentos e registrar as informações quanto às possibilidades de caça, problemas de terreno, matas, rios etc

Referência:

Cássio Murilo Monteiro. Alfabetização Cartográfica. Publicado em novembro de 2005. Artigo disponível no site: http://www.objetivonhn.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=52&Itemid=64. Acesso em 29/11/2007.

 

 

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